Sé de Angra ilumina-se de roxo em homenagem às vítimas do terramoto de 1755

A Sé de Angra do Heroísmo associa-se, a 31 de outubro, ao Movimento Recordar 1755, numa iniciativa de sensibilização para a memória histórica e a prevenção do risco sísmico. Nos Açores, juntam-se à iniciativa outros monumentos e espaços patrimoniais

 

A Sé de Angra do Heroísmo vai iluminar-se de roxo na noite de 31 de outubro de 2026, associando-se ao Movimento Recordar 1755, promovido pelo QUAKE – Museu do Terramoto de Lisboa. A iniciativa assinala o terramoto de 1 de novembro de 1755 e pretende homenagear as suas vítimas, sensibilizando a população para a importância da prevenção do risco sísmico e da resiliência das comunidades.

Nos Açores, além da Sé de Angra, participam também o Convento da Ordem de São Francisco, o Convento de Nossa Senhora da Guadalupe, na Ribeira Grande, e a Fortaleza de São João Baptista, na ilha Terceira. O movimento realiza-se pelo segundo ano consecutivo e reúne cerca de 40 entidades parceiras em todo o país, através da iluminação de monumentos e de outras iniciativas de evocação e sensibilização.

A participação da Sé de Angra assume particular significado tendo em conta a história sísmica da ilha Terceira e os danos sofridos pelo próprio edifício. A 1 de janeiro de 1980, um forte sismo provocou graves estragos na Catedral. Durante os trabalhos de reconstrução, a 5 de julho de 1983, ocorreu a derrocada de uma das torres e do frontispício. Mais tarde, a 25 de setembro do mesmo ano, um incêndio destruiu quase por completo o património escultórico integrado.

Embora de dimensão e contexto distintos dos do Grande Terramoto de Lisboa, estes acontecimentos recordam a vulnerabilidade do património edificado perante fenómenos sísmicos e outros riscos, reforçando a importância da preservação da memória e da preparação das comunidades.

Criado pelo QUAKE – Museu do Terramoto de Lisboa, o Movimento Recordar 1755 procura transformar a evocação histórica num momento de consciencialização coletiva. A iniciativa liga o património à cidadania e à responsabilidade de promover uma cultura de prevenção, num país marcado pela ocorrência de sismos ao longo da sua história.

Inaugurado em abril de 2022, o QUAKE é um museu imersivo que convida os visitantes a recuar a 1755 para conhecer o Grande Terramoto de Lisboa e compreender a origem dos sismos e o seu impacto. Através de dez salas interativas, com recurso a tecnologia, simuladores e cenários imersivos, cruza história, ciência e experiência sensorial, dando também destaque à preparação sísmica. Desde a abertura, já recebeu mais de 610 mil visitantes e foi distinguido internacionalmente nos World Travel Awards, nos THEA Awards e nos Remarkable Venue Awards.

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