Projeto Pastoral Diocesano apresentado na Ouvidoria do Nordeste

“Como passar à Outra Margem” foi a pergunta que deu mote a esta apresentação

Foto: Ouvidoria do Nordeste / Igreja Açores

Cerca de 70 pessoas participaram, na passada quinta-feira, 5 de novembro, na apresentação do Projeto Pastoral Diocesano para o ano pastoral 2026-2027, que decorreu no Centro Municipal de Atividades Culturais da Vila de Nordeste, sob o tema “Como chegar à outra margem?”.

De acordo com uma nota da Ouvidoria do Nordeste, a sessão teve início com um cântico interpretado pelo padre Jason Gouveia, seguindo-se as palavras de boas-vindas do ouvidor, padre Agostinho Lima. Coube depois ao diácono António Rocha apresentar o conferencista convidado, diácono Francisco Silva, docente universitário.

Partindo do documento orientador do Projeto Pastoral, e em particular da introdução do Prelado Diocesano, o conferencista desenvolveu uma reflexão em torno dos três eixos fundamentais que estruturam o projeto: conversão, acolhimento e missão. A apresentação foi enriquecida com referências bíblicas e diversas pistas de reflexão e desafios, destinados a estimular o compromisso pessoal e comunitário.

Num segundo momento, a jornalista Linda Luz, apresentada pelo padre Jorge Sousa, conduziu uma conversa com o conferencista, colocando várias questões que deram origem a um diálogo “enriquecedor, com a participação ativa dos presentes”.

A expressão “Passar à outra margem” constituiu um dos principais desafios lançados à assembleia, suscitando inquietações e interrogações sobre o caminho a percorrer pela comunidade cristã.

Como sublinha a nota da Ouvidoria do Nordeste, a “outra margem poderá não representar necessariamente um lugar distante, podendo encontrar-se precisamente junto daqueles que, à partida, julgávamos estar na margem de onde partimos”.

O encontro terminou com um momento musical protagonizado por Margarida Carreiro, que interpretou a conhecida canção de Geraldo Vandré, cuja mensagem se revelou particularmente adequada ao desafio pastoral apresentado: “Vem, vamos embora, que esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer!”.

A apresentação constituiu, assim, uma oportunidade de reflexão e partilha em torno dos desafios do novo ano pastoral, deixando o apelo a uma Igreja disponível para a conversão, capaz de acolher e determinada a partir em missão, sem receio de passar à outra margem.

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