45.º Retiro Shalom de São Miguel começa esta sexta-feira em Ponta Delgada

Encontros deste género “fazem cada vez mais sentido” dizem organizadores

Foto. Centro Pastoral pio XII

Vinte e um jovens, com idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, participam na 45.ª edição do Retiro Shalom de São Miguel, que começa esta sexta-feira à noite, no Centro Pastoral Pio XII, em Ponta Delgada.

A iniciativa reúne participantes de várias localidades dos Açores- Ponta Delgada, Lagoa, Ribeira Grande, Porto Martins e Fonte do Bastardo , na ouvidoria da Praia, ilha Terceira. A organização envolve uma equipa de oito coordenadores, dois assistentes espirituais e dez elementos que asseguram o trabalho de bastidores, nomeadamente na cozinha.

Em declarações ao sítio Igreja Açores a propósito da iniciativa, Paulo Pacheco, um dos coordenadores do retiro, explica que o programa contempla várias dinâmicas, atividades, momentos de oração e convívio, num percurso que termina no domingo.

“Aquilo que pretendemos é que os jovens possam terminar este fim de semana a sentir-se completamente amados e que compreendam verdadeiramente essa dimensão do amor de Deus”, afirma.

Paulo Pacheco considera que esta proposta assume uma importância cada vez maior na realidade juvenil, constituindo uma alternativa às experiências do quotidiano.

“Cada vez mais faz sentido esta oferta diferente daquelas que são proporcionadas diariamente. Sentimos que os jovens precisam destes momentos de oração e de proximidade com o amor de Deus. Percebemos que esta é uma atividade que tem de ser potenciada, porque eles precisam”, sublinha.

O coordenador chama a atenção para o vazio interior que muitos jovens experienciam, apesar de terem acesso a inúmeras oportunidades e recursos.

“Os jovens, muitas vezes, podem estar próximos fisicamente, mas encontram-se distantes deste amor de Deus. Não basta ir à missa, não basta pertencer a movimentos ou a grupos. É preciso agir e viver de acordo com esta dimensão extrema do amor de Deus”, considera.

Ao longo dos retiros, os participantes partilham frequentemente preocupações e dificuldades relacionadas com a sua vida pessoal, familiar e social.

“Existem jovens com grandes problemas sociais e familiares, e isso acaba por ser notório no decurso destes encontros. Ao longo dos retiros, conseguem abrir o coração e partilhar histórias verdadeiramente marcantes”, revela Paulo Pacheco.

Segundo o coordenador, estes momentos de partilha têm um impacto significativo não só em quem escuta os testemunhos, mas sobretudo nos próprios jovens.

“São histórias marcantes para quem as ouve, mas acima de tudo para os próprios jovens, porque conseguem perceber que existem alternativas à realidade que conhecem e às dificuldades que muitas vezes encontram nas suas vidas”, explica.

A continuidade da participação depois do retiro é outro dos aspetos que a organização destaca de forma positiva. Muitos dos participantes mantêm a ligação às comunidades, envolvendo-se em grupos de jovens e em diferentes iniciativas de oração e convívio.

“A continuidade da participação tem sido boa. Não acontece apenas nas paróquias de origem dos jovens. Eles também formam grupos, juntam-se em momentos de oração e encontram-se no Convento, não só para rezar, mas também para conviver e fortalecer as relações de amizade”, conclui.

O último retiro Shalom de São Miguel realizou-se em fevereiro.

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