“A pena de morte é inadmissível”, afirmou Leão XIV

O Papa Leão XIV afirmou hoje que a “pena de morte é inadmissível” e lembrou “sistemas eficazes de detenção” que “não retiram completamente dos culpados a possibilidade de se redimir”.

No Dia Mundial e Europeu contra a pena de morte, que se assinala anualmente a 10 de outubro, o Papa denunciou o atentado “contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa” quando se admite a pena de morte.

Na publicação na rede social X, Leão XIV afirma que as exigências da justiça podem ser salvaguardas sem recorrer à pena capital”.

“A pena de morte é inadmissível porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa. O bem comum pode ser protegido e as exigências da justiça podem ser salvaguardadas sem recorrer à pena capital: foram desenvolvidos sistemas eficazes de detenção, que protegem os cidadãos e, ao mesmo tempo, não retiram completamente dos culpados a possibilidade de se redimir”, escreve o Papa.

O Dia Mundial e Europeu contra a Pena de Morte foi criado em 2003, por organizações não governamentais, governos e organizações jurídicas; Portugal foi dos primeiros países a abolir a pena capital, na Lei Constitucional, após a reforma penal de 1867, compromisso reafirmado hoje pelo presidente da República, António José Seguro, condenando um “ato cruel, desumano e degradante”, através de uma mensagem publicada na página da internet da Presidência da República.

O Dia Mundial contra a Pena de Morte assinala-se após o Pentágono ter anunciado que vai transmitir em direto a execução por fuzilamento do ex-militar norte-americano, prevista para o dia 3 de dezembro.

Nidal Hassan é condenado pelo massacre de Fort Hood, em 2009, um tiroteio perpetrado pelo ex-militar que causou a morte a 13 pessoas e feriu 32.

Esta sexta-feira, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin lembrou que a Igreja Católica é de “total oposição à pena de morte” e disse que “não é aceitável que se transforme a morte em espetáculo”.

“É realmente incompreensível que se queira utilizar esse sistema nos dias de hoje, não sei com que objetivos. Não é aceitável que se transforme a morte em espetáculo. Por mais que, naturalmente, a pessoa seja culpada, existem outros meios”, afirmou o cardeal Pietro Parolin à margem de um evento, em Roma, sobre John Henry Newman.

(Com Ecclesia)

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