
Centro e sessenta açorianos, entre catequistas leigos e padres, participaram nas Jornadas Nacionais da Catequese que terminaram este domingo em Fátima, e que registaram a maior participação de sempre.
“Se o tema foi precisamente a inspiração catecumenal e, sobretudo, centrada no ‘Despertar da Fé’, uma coisa, estou certo, é que vamos daqui mais despertos e, portanto, mais acordados e mais conscientes da riqueza desta proposta, que, certamente, será muito positiva para a catequese das nossas crianças e, depois, também dos nossos adolescentes”, afirmou o bispo.
Quase 1500 pessoas participaram nas Jornadas Nacionais , no Centro Paulo VI, que encerraram com palavras do presidente da CEECDF e com a Eucaristia na Basílica da Santíssima Trindade.
Na intervenção final no Centro Pastoral Paulo XVI, que antecedeu a Missa, o bispo desafiou os participantes do encontro a “despertar” e “abanar outros” que, porventura, ainda estejam “um bocadinho ou ensonados ou até a dormir” relativamente à fase de renovação que o setor está a viver.
“Esta proposta de catequese é da Igreja em Portugal, preocupada com a boa formação dos mais jovens. Precisamos, ainda, de despertar muita gente. Ainda há muita gente que desconhece ou que tem uma ideia muito vaga. Nós, pareceu-me, se bem vi, vamos daqui mais conscientes, de facto, das coisas belas que esta proposta contém”, reforçou.
Em declarações à Agência Eccleia, D. António Augusto Azevedo fez um balanço da iniciativa, assumindo que “só pode ser muito positivo”, uma vez que que a edição deste ano teve “a maior participação de sempre”.
O responsável católico manifestou-se também otimista em relação ao futuro, dizendo acreditar que o tema destas jornadas – “A inspiração catecumenal da catequese” – vai ajudar a que a mensagem “de renovação e atualização” deste setor “chegue à realidade concreta das comunidades, das paróquias e das dioceses”.
“Em terceiro lugar, e esse é o fruto mais importante ainda, julgo que […] os resultados positivos se vão verificar ao longo dos tempos com uma geração de crianças com uma melhor formação cristã e, portanto, julgo que nesse aspeto o balanço só pode ser positivo”, declarou.
Também a irmã Arminda Faustino, diretora do Departamento da Catequese do Secretariado Nacional da Educação Cristã, refletiu sobre as jornadas, salientando a oportunidade de encontro entre catequistas de todas as dioceses.
“Isso dá-nos também muita alegria, porque coloca-nos todos a caminhar e focados na mesma meta e, sobretudo, nesta fase em que nos encontramos, dos novos materiais que dão corpo, do itinerário, nesta fase importante de viragem também, de mudanças na nossa Igreja em Portugal”, complementou.
No que respeita ao futuro, D. António Augusto Azevedo apontou que a “prioridade” passa por, nos próximos dois, três anos, “continuar a trabalhar nos materiais para a fase seguinte” na catequese.
“Uma outra questão subjacente é obviamente a formação cristã dos adultos, que é uma preocupação desta Comissão e que, nos próximos anos, também iremos procurar refletir e fazer propostas novas para essa realidade cada vez mais importante e necessária da vida da Igreja”, lembrou.
A irmã Arminda Faustino expressou também a vontade de continuar a trabalhar com os catequistas nos territórios, através das várias iniciativas que promovem ao longo do ano: “Somos um país pequeno, há dioceses com maior dimensão do que outras, mas aí é preciso chegar mais ao terreno”.
As próximas Jornadas Nacionais de Catequistas realizam-se nos dias 16 e 17 de outubro, em Fátima, anunciou o diretor do SNEC, Fernando Moita.
“Façamos destas Jornadas um encontro de aprendizagem, um encontro onde nos reconhecemos e onde recargamos energias para a nossa bela missão, para a nossa bela tarefa de anunciar o Evangelho”, apelou.

(Com Ecclesia)