Encontro Matrimonial prepara segunda grande atividade pastoral para janeiro nos Açores

O movimento quer reforçar o acompanhamento dos casais e chegar a novas realidades familiares, incluindo pessoas que vivem em união de facto. O próximo fim de semana de Encontro Matrimonial está previsto de 22 a 24 de janeiro

 

 

O Movimento Encontro Matrimonial (EM) prepara a realização de mais um fim de semana de formação e partilha, entre os dias 22 e 24 de janeiro, nos Açores. A iniciativa pretende proporcionar aos casais ferramentas para fortalecer as suas relações, melhorar o diálogo e ultrapassar as dificuldades que surgem na vida a dois.

O movimento iniciou o atual ano pastoral a 11 de outubro e mantém como principal desafio o acompanhamento dos casais e a promoção de relações mais sólidas, independentemente de serem ou não casados pela Igreja.

Em declarações sobre os objetivos do movimento, Bia Lemos, que integra o Encontro Matrimonial desde 2008, juntamente com Mário Raposo, explica que a missão passa por ajudar as pessoas a viverem melhor as suas relações.

“O nosso objetivo principal é trabalhar para as pessoas viverem bem as suas relações”, sublinha, defendendo que o movimento deve estar atento às mudanças da sociedade e aberto às diferentes realidades familiares.

Nesse sentido, Bia Lemos considera importante acolher também os casais que vivem em união de facto, procurando aproximá-los da caminhada proposta pelo movimento.

“A nossa realidade são cada vez mais casais que não são casados pela Igreja, que vivem em união de facto, e as nossas ferramentas são abertas para qualquer tipo de relacionamento, embora o nosso papel seja também ajudar os casais a valorizar o sacramento do matrimónio”, afirma.

Para Bia Lemos, a participação no fim de semana de Encontro Matrimonial é apenas o início de um percurso que exige disponibilidade e compromisso. Embora os casais procurem frequentemente estas iniciativas para adquirir ferramentas que os ajudem a ultrapassar dificuldades, a continuidade da caminhada é essencial para consolidar os resultados.

“É no caminho que podemos reaprender o Evangelho do amor”, explica, destacando a importância da compreensão, da disponibilidade para o diálogo e da capacidade de escuta mútua na construção de uma relação.

O movimento procura, assim, disponibilizar estratégias que ajudem os casais a ultrapassar as barreiras que se levantam entre duas pessoas, promovendo uma relação mais próxima e consciente.

Bia Lemos e Mário Raposo estão ligados ao movimento desde 2008 e já integraram a equipa responsável pela sua dinamização nos Açores. Quando organizaram um fim de semana de Encontro Matrimonial, participaram na sexta edição realizada na região. Desde então, o movimento continuou a desenvolver a sua atividade, tendo sido realizados 21 fins de semana nos Açores.

A partilha de experiências entre casais com diferentes percursos de vida é, para Bia Lemos, uma das mais-valias desta experiência. O contacto entre casais mais velhos e mais recentes permite reconhecer que as dificuldades e os desafios de uma relação se transformam ao longo do tempo.

A caminhada envolve igualmente sacerdotes e religiosas, que partilham experiências da vida em comunidade e encontram no movimento um espaço de diálogo e apoio. Esta diversidade de participantes contribui para uma experiência que cruza diferentes vocações e carismas.

Atualmente, existem quatro grupos de caminhada ativos nos Açores, cada um com uma média de quatro a cinco casais. Um dos grupos integra um sacerdote e outro conta com a participação de uma religiosa.

De acordo com os dados disponibilizados pelo movimento, os 21 fins de semana realizados na região – incluindo um na ilha de São Jorge e outro na ilha Graciosa – envolveram 131 casais, 20 sacerdotes e quatro religiosas.

O próximo fim de semana, agendado para 22 a 24 de janeiro, está a ser preparado com o objetivo de dar continuidade a este trabalho de acompanhamento. Habitualmente, a iniciativa decorre em São Miguel, mas existem casais do Faial interessados em acolher a atividade naquela ilha, uma possibilidade que está a ser considerada.

A formação conta habitualmente com a colaboração de casais vindos do continente português, que assumem o papel de formadores. Nos Açores o movimento é liderado por Luís e Dora Simão e assistido pelo padre Carlos Simas.

“O Encontro Matrimonial é um movimento que intensifica o amor e a felicidade do casal ou sacerdote/religiosa através da melhoria do conhecimento de si próprio e da comunicação interpessoal”, pode ler-se na página online do Movimento.

 

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