Ribeira Grande acolheu formação sobre novo itinerário de catequese com 125 inscritos

Jornadas promovidas pelo Serviço de Catequese de São Miguel e Santa Maria decorreram de 6 a 10 de outubro, na Ribeira Seca, com a participação de duas formadoras do Patriarcado de Lisboa. A formação centrou-se no novo Itinerário de Iniciação à Vida Cristã das Crianças e dos Adolescentes com as Famílias.

Foto: Serviço de Catequese São Miguel e Santa Maria/CS

As Jornadas de Formação da Catequese, que decorreram entre 6 e 10 de outubro, na Ribeira Seca, ouvidoria da Ribeira Grande, registaram 125 inscrições, superando a expectativa inicial de cerca de uma centena de participantes, disse ao Sítio Igreja Açores o ouvidor e responsável pela catequese nas ilhas de São Miguel e Santa Maria. A iniciativa, promovida pelo Serviço de Catequese de São Miguel e Santa Maria, teve como principal objetivo preparar os catequistas para a implementação do novo itinerário catequético e para a utilização dos respetivos materiais e metodologias.

Em declarações a propósito desta iniciativa, o padre Carlos Simas considera que a adesão dos participantes demonstra o interesse dos catequistas em atualizar conhecimentos e conhecer as novas propostas de formação.

“Nós tínhamos estimado por volta de 100 inscrições, mas tivemos 125 inscrições”, afirmou, sublinhando que este número “significa que os catequistas estão interessados em se atualizarem” e estão motivados para conhecer as novas metodologias propostas pelos materiais catequéticos.

A formação contou com a participação de duas catequistas do Patriarcado de Lisboa: Maria de Fátima Vieira, da paróquia da Póvoa de Santo Adrião, e Maria da Purificação Guilherme, da paróquia dos Olivais. Ambas integram a equipa de coordenação da catequese da Diocese de Lisboa e a respetiva equipa de formadores.

Segundo o padre Carlos Simas, a formação esteve praticamente toda orientada para o novo itinerário de iniciação à vida cristã, proposto pelo Secretariado Nacional da Educação Cristã (SNEC), em colaboração com os Salesianos.

O programa começou com a apresentação teórica do novo itinerário, seguindo-se oficinas práticas destinadas a familiarizar os catequistas com os recursos, as dinâmicas e as metodologias propostas para a preparação e realização dos encontros de catequese.

“A nossa preocupação nesta formação foi não só transmitir as partes teóricas, mas permitir e desenvolver ateliês práticos”, explicou o responsável.

As oficinas permitiram aos participantes trabalhar diretamente com os novos materiais, perceber como preparar uma sessão de catequese e conhecer as propostas pedagógicas que acompanham o itinerário.

O programa terminou com a abordagem dos projetos previstos nos materiais para as diferentes etapas do percurso catequético. De acordo com o padre Carlos Simas, esta dimensão pretendeu dar maior protagonismo à catequese para os adolescentes e jovens, incentivando as catequistas a desenvolver iniciativas nas comunidades religiosas, nas comunidades educativas e na sociedade.

“Os adolescentes e os jovens tornam-se os verdadeiros protagonistas ao longo destes anos, e não o catequista”, referiu, destacando a importância de os próprios jovens participarem ativamente na conceção e concretização de projetos.

A adesão das paróquias ao novo itinerário encontra-se em diferentes fases nas ilhas de São Miguel e Santa Maria. Segundo o diretor do Serviço de Catequese, algumas comunidades já começaram a utilizar os novos recursos, enquanto outras estão ainda a preparar a transição.

Há paróquias que aguardam pela disponibilização da totalidade dos materiais antes de adotarem o novo modelo. Outras optaram por proporcionar primeiro aos catequistas formação sobre o itinerário, de modo a garantir que conhecem a proposta e os recursos antes de procederem à aquisição dos materiais.

“Estamos numa fase em que uns já se estão a adaptar, outros já estão adaptados, outros estão a inteirar-se da informação ou estão a aguardar”, explicou o sacerdote, caracterizando o momento atual como uma etapa de promoção e adaptação ao novo itinerário.

A realização destas jornadas pretendeu, assim, apoiar as paróquias neste processo de mudança, proporcionando aos catequistas ferramentas para compreender e aplicar as novas propostas no contexto das suas comunidades.

Relativamente ao arranque do ano catequético em São Miguel, o padre Carlos Simas explicou que as paróquias estão a começar em momentos diferentes, em função das respetivas realidades locais.

Enquanto algumas comunidades já iniciaram a catequese, outras estão ainda a preparar o arranque, tendo em conta as festas paroquiais e a disponibilidade dos párocos e dos catequistas para organizar o novo ano pastoral.

O responsável salientou, desta forma, a diversidade de situações existentes nas duas ilhas, num período em que as comunidades procuram conciliar a organização habitual da catequese com a preparação para a adoção dos novos materiais.

Na Ribeira Grande, o dia 7 de outubro foi reservado para uma pausa nas jornadas, devido à participação das catequeses locais na campanha “Um Milhão de Crianças Reza o Terço pela Paz”, promovida pela Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS).

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