Papa vai ser internado esta terça-feira, para intervenção cirúrgica

Foto: Lusa/EPA

O Papa vai ser internado esta terça-feira, “ao final da manhã”, no Hospital Gemelli, de Roma, para remover um nódulo no pulmão, adiantou hoje a sala de imprensa da Santa Sé.

Leão XIV anunciou este domingo que iria ser operado, a conselho dos seus médicos.

“Caríssimos, recentemente, durante alguns exames, os médicos detetaram-me um nódulo circunscrito no pulmão; foi identificado numa fase muito inicial e está localizado”, disse, no final da recitação do ângelus, desde a janela do apartamento pontifício.

O pontífice, com 71 anos de idade, explicou que os médicos “consideram oportuno intervir”.

“Por isso, seguindo os seus conselhos, decidi submeter-me a uma cirurgia para o remover. A cirurgia já está marcada para os próximos dias. Agradeço-vos pela vossa proximidade espiritual e confio nas vossas orações”, acrescentou, antes de se despedir dos milhares de peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Em comunicado, a Prefeitura da Casa Pontifícia adiantou que “devido à hospitalização do Santo Padre, todas as audiências ficam canceladas até terça-feira, 20 de outubro”.

A sala de imprensa da Santa Sé informou, esta manhã, que o nódulo no pulmão detetado no Papa foi “identificado durante exames de rotina”, sem quaisquer sintomas que denunciassem o problema.

O Gemelli tem, no seu 10.º andar, a chamada “ala dos Papas”, que recebeu São João Paulo II em sete ocasiões, e o Papa Francisco em quatro ocasiões, incluindo pouco antes da sua morte, em abril de 2025.

O tempo estimado de recuperação após a operação vai ser de cerca de uma semana.

​A decisão clínica obrigou a alterar o programa do encontro mundial sobre os dez anos da exortação apostólica sobre a família, ‘Amoris Laetitia’, que decorre no Auditório Paulo VI.

​O responsável pela metodologia da cimeira, padre Giacomo Costa, assumiu que a operação do Papa implica “mudanças também no modo de conceber o desenvolvimento” dos trabalhos.

​O sacerdote jesuíta adiantou que o relatório de síntese final fica temporariamente suspenso, porque Leão XIV manifestou “o desejo de escutar e de dizer a sua palavra”.

​O Papa pediu para receber o documento “uma vez saído do internamento”, reservando a oportunidade de retomar os textos redigidos pelos bispos e orientar a reflexão.

​O consultor da Secretaria-Geral do Sínodo valorizou a vontade do pontifice de “ter a possibilidade de dizer uma palavra para ajudar o compromisso de toda a Igreja”.

​A celebração eucarística de encerramento do evento, agendada para 14 de outubro na Praça de São Pedro, vai ser agora presidida pelo novo decano do Colégio Cardinalício, cardeal Luis Antonio Tagle.

​”Na Missa rezaremos de modo particular pela saúde do Santo Padre além de pelas famílias”, adiantou o padre Giacomo Costa, em conferência de imprensa.

​Leão XIV manteve todas as audiências institucionais previstas para a manhã de hoje, mas vai estar ausente dos trabalhos desta tarde no Paulo VI.

Robert Francis Prevost, até então prefeito do Dicastério para os Bispos, foi eleito como Papa a 8 de maio de 2025, após dois dias de Conclave, sucedendo a Francisco.

O primeiro pontífice norte-americano foi missionário e arcebispo no Peru, tendo ainda sido superior geral da Ordem de Santo Agostinho.

(Com Ecclesia)

 

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