
O Papa conversou hoje ao telefone com o presidente da Rússia, a quem pediu uma trégua humanitária, anunciou o Vaticano.
“Durante a conversa, o Santo Padre manifestou profunda preocupação com a grave situação humanitária na cidade de Oleshky, na região de Kherson, solicitando uma trégua para permitir a chegada de ajuda alimentar e médica, bem como a evacuação voluntária e segura da população civil”, refere uma nota enviada aos jornalistas.
Leão XIV, internado no Hospital Gemelli, reafirmou a Vladimir Putin “o compromisso da Santa Sé em favor do diálogo e da paz”.
Em comunicado, o Kremlin refere que, “ao expressar ao Pontífice os seus sinceros votos de boa saúde e de rápida recuperação após a cirurgia a que foi submetido recentemente, Vladimir Putin salientou a importância da cooperação entre a Rússia e o Vaticano na promoção de valores espirituais e morais unificadores, bem como na proteção dos cristãos e dos locais sagrados cristãos em várias regiões do mundo”.
Putin agradeceu ao Papa pela “disponibilidade em contribuir para a resolução do conflito e pelos esforços que está a envidar no âmbito humanitário”.
A nota de Moscovo, que culpa a Ucrânia pela “complexa situação humanitária” em Kherson, acusações que Kiev tem rejeitado, adianta o apoio russo à “intenção do Vaticano de contribuir para a criação de condições que garantam a segurança da população da cidade e a organização de abastecimentos vitais”, tendo sido “acordada a cooperação nesta matéria”.
A Rússia invadiu a Ucrânia a 24 de fevereiro de 2022, com o argumento de proteger as minorias separatistas pró-russas no leste do país, rejeitando até agora qualquer cessar-fogo prolongado.
(Com Ecclesia)